Olho o mar adormecido
com uma tênue névoa relutante
que acalma-se sua imensidão
mantendo suas ondas constantes
Não há revolto nem tristeza
Que me afugente dessa beleza
Pois sua vasta grandeza
É fruto da natureza
Para que tantos barcos?
Exploradores naturais
Que arrancam do mar
Da beleza de seu cais
Espécimes, biomas,
Que ali, não retornarão jamais
O som das suas ondas,
o vento que o impulsiona
faz sentir neste momento
que meu coração que se apaixona
Por vê-lo em sofrimento,
como alguém que se tenciona
Um ser vivo em movimento
que reclama e também sente sintomas.
A minha esperança
é que a conciência humana
um dia volte a refletir e deixe-o existir,
despoluam-se os mares
como se fosse seus lares
e possamos observar com o prazer
que sem essa grandeza
A cada momento destruimos a natureza
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