Prof. Dr. Caramuru
Afonso Francisco
TEMA – Tempos trabalhosos: como
enfrentar os desafios deste século
COMENTARISTA : Elinaldo Renovato
de Lima
LIÇÃO Nº 5 – OS PERIGOS DA
TEORIA DA EVOLUÇÃO
A teoria da evolução é tão somente uma teoria, que não foi nem será comprovada,
visto que contraria a Palavra de Deus.
INTRODUÇÃO
- A teoria da evolução é apresentada
pela “falsa ciência” como a maior demonstração de que a Bíblia é tão somente um
livro de mitos e lendas, que não é a verdade nem a Palavra de Deus.
- No entanto, a teoria da
evolução ainda não foi comprovada, apesar de todos os esforços científicos e de
toda a propaganda da mídia e nem o será, pois contraria a Palavra de Deus, que
é a Verdade (Jo.17:17).
I – O QUE É A TEORIA DA
EVOLUÇÃO
- Costuma-se chamar de “teoria
da evolução” à crença de que toda a vida na Terra descende de um ancestral
comum, chamado de LUCA, sigla para a expressão em língua inglesa “Last
Universal Common Ancestor”, que significa “Último Antepassado Comum
Universal”. É interessante, desde já, mostrar que se trata de uma “crença”
dos cientistas, como admite a própria Wikipédia, quando afirma que “…a maioria
dos biólogos evolucionistas acredita que toda a vida na Terra descende de um
ancestral comum…” (WIKIPEDIA. Evolução. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o
Acesso em 15 mar. 2007). É meramente uma crença, visto que nenhum cientista até
hoje mostrou qualquer exemplar deste “LUCA”, o que é absolutamente necessário
para que se tenha um fato científico e não somente uma teoria.
- A “teoria da evolução” está
associada à figura de Charles Darwin (1802-1889), naturalista inglês, que,
ainda segundo o Wikipédia, “…alcançou fama ao convencer a comunidade científica
da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por
meio da seleção natural e sexual…”. Esta sua proposta (observe-se, bem,
trata-se de uma proposta, de uma teoria, que deveria ser posteriormente
comprovada), no entanto, não era original na sua formulação, pois, cerca de dez
anos antes de Darwin apresentá-la à comunidade científica, já havia sido
sugerida pelo também inglês Herbert Spencer (1820-1903), um filósofo
autodidata, cujo pai tinha verdadeira aversão à religião e que procurou
instruir o filho sem qualquer “preconceito religioso”.
OBS: “…Antes de Darwin, Spencer
já havia defendido em termos estritamente biológicos e da maneira mais plena
possível a hipótese da evolução orgânica. Tal como Darwin, Spencer fez
escavações, examinou fósseis e confrontou os dados existentes com as hipóteses
sugeridas pela leitura de Malthus e Lamarck. Escreve ele em sua
Autobiografia: ‘Até o momento em que tive conhecimento das comunicações
dos srs. Darwin e Wallace à Linniæan Society, eu considerava que a causa única
da evolução orgânica fosse a hereditariedade das modificações produzidas pelo
exercício das funções. A Origem das Espécies provou que eu estava enganado, que
a maior parte dos fatos não podia ser devida a semelhante causa, (…) que aquilo
que eu supunha ser a causa única podia no máximo ser uma causa parcial. (…) Não
recordo se [diante disso] me senti vexado de não ter levado mais longe a idéia
que exprimira em 1852, isto é, que entre os seres vivos a sobrevivência
daqueles que são objetos de uma seleção é uma causa de desenvolvimento [da
espécie]. Mas estou seguro de que, se experimentei tal sentimento, ele
desapareceu logo diante do prazer que senti ao ver confirmada a teoria da
evolução orgânica.’[ Herbert Spencer, Autobiographie. Naissance de
l’évolutionnisme libéral, 1889, traduction de l’Anglais et résumés par Henry de
Varigny, Paris, Félix Alcan, 1907, Chap. XXI]…” (CARVALHO, Olavo de. Resposta a
um vigarista de Boston (2). 4. out. 2004. Disponível em:
http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2562 Acesso em 15 mar. 2007).
- Bem se vê, portanto, que a
“teoria da evolução” está diretamente relacionada com uma tentativa de
contrariar as Sagradas Escrituras, de a elas se opor, que é este é seu móvel, é
sua intenção deliberada, ainda que remota, o que a qualifica, desde já, como a
“falsamente chamada ciência”, de que já falamos na lição anterior. De qualquer
modo, não podemos deixar de observar que a “teoria da evolução” parte da
premissa de que todas as formas de vida da Terra tiveram uma origem comum.
OBS: “…Para Spencer, a
filosofia é o saber totalmente unificado, e na evolução deve buscar-se a lei
fundamental do Universo. O primeiro estado universal é a massa homogênea,
informe e confusa. É a fase nebulosa, que se diferencia pela condensação, que
dá origem ao sistema planetário em que a Terra se integra, inicialmente em
estado ígneo. Pelo esfriamento gradual, aparece a primeira camada terrestre — a
crosta —, os continentes, os mares, etc. A vida, na sua forma rudimentar — o
protoplasma — produz-se no mundo universal, por combinações químicas
indefinidameute complexas. Pela ininterrupta diferenciação e concentração, o
protoplasma desenvolve-se e dá lugar à vida orgânica, — vegetal e animal. Pela
marcha contínua do homogêneo para o heterogêneo, os seres tornam-se cada vez
mais diferenciados e complexos. A sua existência, relacionada com os meios de
conservação, desenvolve-se submetida a permanente luta, em que triunfam os mais
aptos. O aparecimento do sistema nervoso nos organismos assinala o ponto
culminante da evolução animal, donde o homem procede.…” (E.S. Nota. In:
SPENCER, Herbert. Do progresso – sua lei e sua causa. Trad. de Eduardo
Salgueiro. Disponível em: http://acoruja.haaan.com/book/print/150
Acesso em 15 mar. 2007). É interessante observar que o artigo foi publicado num
site ateísta, a demonstrar como os ateus ficam apavorados com as cada vez
maiores evidências do “furo” do evolucionismo.
- O segundo aspecto da teoria
da evolução é o aparecimento de novas características em uma linhagem, ou seja,
a presença de “modificações nas descendências”, de alterações que façam com que
uma espécie se transmude, se transforme em outra. Neste aspecto, até o presente
momento, os cientistas somente têm conseguido provar haver diferenças entre
espécimes, entre indivíduos, mas diferenças que não fazem com que alguém não
seja considerado mais de uma espécie, ou pertença a uma espécie intermediária.
Se são observadas diferenças profundas de seres, tem-se que não são da mesma
espécie, são seres de outra espécie.
- O famoso “elo perdido”
reaparece aqui. Ninguém jamais comprovou haver modificações de uma espécie para
outra, a transformação de uma espécie em outra. Muito pelo contrário,
notaram-se diferenciações, modificações, seja em virtude de mutações genéticas
(mudanças nos genes, no DNA dos seres), seja em virtude de adaptação ao
meio-ambiente, que não fizeram com que houvesse modificação de espécies. O
limite estabelecido no texto bíblico, qual seja, a espécie, continua sendo
rigorosamente observado pela natureza! No afã de provar sua teoria, os
evolucionistas só estão a confirmar, mais e mais, o que a Bíblia nos diz.
- É interessante observar que a
narrativa bíblica dá conta das modificações ao longo das gerações dentro de
cada espécie, seja por questões genéticas, seja por questões de adaptação ao
meio-ambiente e, até mesmo, por questões que superam a própria questão natural,
em virtude de problemas sobrenaturais, de ordem espiritual.
- Quando o texto sagrado nos
fala das conseqüências do pecado do homem sobre a natureza, afirma que a terra
foi amaldiçoada por Deus e, em virtude desta maldição, a terra passaria a
produzir espinhos e cardos (Gn.3:18). Tudo leva a crer que houve, então, uma
alteração natural, uma modificação em alguns vegetais, que não mais serviriam,
como antes, de alimento para o homem (Gn.1:29,30). Vê-se, pois, que o fato de os
cientistas terem descoberto modificações, dentro da espécie, ao longo das
gerações, não tem o condão de infirmar a Bíblia, que prevê esta possibilidade.
- A Bíblia, a propósito, afirma
que, desde a maldição divina sobre a terra, por causa do pecado do homem, a
natureza geme, aguardando a sua redenção (Rm.8:19-23). Existe, pois, uma
instabilidade na ordem natural, ocasionada pelo pecado do homem, e que se
traduz pela presença de mutações genéticas e alterações ambientais, geradoras
de modificações, mas tudo dentro da espécie, conforme criado pelo Senhor.
- Estas modificações atingiram
o próprio homem ao longo da história. O pecado fez com que o homem passasse a
ter de disputar com a natureza para a sua própria sobrevivência, dando início a
uma contínua interferência do homem junto a natureza, intervenção esta que se
acirra cada vez mais e que, segundo alguns cientistas, comprometeu de forma
irremediável a própria sobrevivência do homem.
OBS: As desordens causadas pela
devastação da natureza são evidentes nos nossos dias. O documentário
apresentado pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, ganhador do Oscar
de 2007, “Uma verdade inconveniente”, bem como as declarações do cientista
inglês James Lovelock, de que o aquecimento global já ultrapassou o ponto sem
volta e de que, no final deste século, provavelmente 80% das pessoas terá
morrido e os outros 20% estarão vivendo precariamente no Ártico e nas regiões
de montanhas mais altas, mostram esta situação de forma inquestionável e que
constam de seu livro “A Vingança de Gaia”.
- Dentro desta interferência,
evidentemente que o equilíbrio estabelecido quando da criação se desfaz,
gerando a necessidade de as espécies se adaptarem às modificações do
meio-ambiente, o que, também, ocasiona modificações, mas, sempre, observe-se,
na espécie. Quando os indivíduos de uma espécie não conseguem se adaptar às
mudanças, elas se extinguem. Disto, não há a menor dúvida e a extinção de
espécies, antes de infirmar, está a corroborar o que ensina o texto sagrado,
que afirma, com todas as letras, que o salário do pecado é a morte (Rm.6:23).
Tais modificações da natureza, provocadas direta, ou indiretamente, pelo homem,
têm como origem o pecado do primeiro casal e, portanto, só podem, mesmo, gerar
destruição e extinção.
- Estas modificações atingem o
próprio homem. O texto sagrado mostra-nos que o homem, com o pecado, passou a
sofrer a morte física, circunstância que representou uma mudança de sua
estrutura, visto que fora criado para se manter indefinidamente vivo. Sem a
presença de Deus, isto mudou, sendo sentenciado de que deveria tornar ao pó de
onde viera (Gn.3:19). Isto já representou uma modificação orgânica ao homem,
indubitavelmente.
- Como se isto não bastasse, as
Escrituras mostram que, quando da mistura étnica entre as descendências de Caim
e de Sete, surgiram os “gigantes” (Gn.6:4), numa modificação genética, seja por
causa de mutações, seja por causa de adaptações ao meio-ambiente, que já era
transformado pelos homens (Gn.4:21,22). O aumento do pecado, além do mais, fez
com que o Senhor, uma vez mais, alterasse a estrutura dos seres humanos, não
permitindo que eles vivessem mais do que cento e vinte anos (Gn.6:3).
- Com o dilúvio, então, isto
seria grandemente alterado, pois o Senhor, após o juízo, estabeleceria um novo panorama
climático na Terra, com o surgimento da chuva (Gn.2:5,6) e das quatro estações
(Gn.8:22), o que significou a perpetuação da diminuição da vida do homem sobre
a face da Terra, como também a necessidade de uma contínua adaptação às
mudanças climáticas, gerando, assim, sempre modificações, mas dentro da mesma
espécie.
- Vemos, portanto, que as
modificações encontradas nas pesquisas e experiências dentro da mesma espécie
em nada abalam a narrativa bíblica da criação mas confirmam a veracidade da
Palavra de Deus, enquanto que, ao não extrapolarem o limite da espécie, tornam
ainda mais desautorizada a teoria evolucionista.
- O terceiro aspecto da teoria da evolução é a seleção
natural, ou seja, o mecanismo que faz com que algumas espécies permaneçam e outras
se extingam. “…O conceito básico de seleção natural é que as condições
ambientais (isto é, a “natureza”) selecionam quão bem uma determinada
característica de um organismo ajuda na sobrevivência e reprodução desse
organismo. À medida que as condições ambientais não variem, ou permaneçam
suficientemente similares, essas características continuam a ser adaptativas e
elas tornar-se-ão mais comuns na população.…” (WIKIPEDIA. Seleção natural.
Disponível em: New York, Crossroad, 1981, pp. 235-6]…” (CARVALHO, Olavo de.
Resposta a um vigarista de Boston 2. end. cit.)
- Percebemos, portanto, que a
teoria da evolução é uma das mais potentes armas que o ateísmo e o materialismo
tiveram em suas mãos para, através de uma roupagem científica, numa época em
que a ciência adquire “status” de grande credibilidade, procurar levar os
homens a uma descrença de Deus, a um menosprezo da figura divina. Mais do que
uma teoria científica, o evolucionismo é uma arma poderosa para fazer as
pessoas descrer de Deus e menosprezá-lo, é um importante instrumento do
“espírito do anticristo”, para, nestes dias difíceis, fazer as pessoas
acreditarem, uma vez mais, na “voz da serpente” e se acharem “iguais a Deus,
sabendo o bem e o mal”.
- Assim, o grande perigo
apresentado pela teoria da evolução é o de nos levar a descrer em Deus e na Sua
Palavra. Muitos são os sedizentes cristãos dos nossos dias que, diante da
teoria da evolução, são levados a “reavaliar”, a “repensar” o texto bíblico da
criação, não mais crendo nele. Chegam, mesmo, a dizer que a crença na narrativa
bíblica da criação é algo totalmente “dispensável” em termos de salvação, pois,
afinal de contas, “será salvo quem crer em Jesus, não quem crer na narrativa do
Gênesis sobre a criação”.
- Contudo, quem assim pensa
está sendo iludido pelo adversário de nossas almas e se deixando atrair pela
sua própria concupiscência. As Escrituras são a verdade (Jo.17:17), não se
podendo, portanto, “cortar pedaços” da Bíblia ou nelas crer parcialmente, pois
a verdade é una e indivisível. O próprio Jesus afirmou que nada pode ser
acrescentado ou diminuído das Escrituras (Mt.5:18; Lc.16:17; Ap.22:18,19).
Assim, quem crê em Jesus, crê em todas as Escrituras, sem qualquer exceção.
- A teoria da evolução não se
sustenta cientificamente. É uma mera teoria, pois, como nos ensina o Setor de
Educação Cristã da CPAD, não passa de uma explicação de uma realidade,
explicação esta que, como vimos, não se comprovou até hoje. A insistência dos
cientistas evolucionistas em manter a teoria de pé está relacionada única e
exclusivamente com a sua aversão à religião e à idéia de que Deus existe. É
fruto exclusivo da arrogância e do sentimento de auto-suficiência que
caracteriza os homens dos tempos trabalhosos (II Tm.3:2-4).
- As aplicações da teoria da
evolução no campo sócio-político-econômico redundaram em grandes fracassos e, o
que é mais grave, em tragédias inomináveis. O ateísmo e materialismo aplicados
à política, à sociologia e à economia viram surgir os regimes comunistas e
fascistas do século XX, que mataram milhões de pessoas e se mostraram
completamente ilusórios e enganosos. Enquanto isso, as pesquisas e experiências
até hoje não lograram mostrar os centenas de milhares de “elos perdidos” que
deveriam existir, se a teoria da evolução fosse verdadeira, mas, com o
desenvolvimento da genética, cada vez mais se aproximam da realidade narrada no
texto bíblico, para desespero dos evolucionistas mais radicais.
- Apesar disto tudo, há cada
vez mais intensa propaganda a favor do evolucionismo na mídia e uma impiedosa perseguição
a todos quantos ousem divergir deste pensamento. Iniciativas de cristãos que
procuram abrir espaço para o ensino criacionista nas escolas sempre é
considerado como “retrocesso”, “atraso” e “indevida imposição religiosa”, como
se as pesquisas não estivessem caminhando no sentido da comprovação da
narrativa bíblica. Teorias como a do “design inteligente” são, imediatamente,
ridicularizadas e atacadas impiedosamente, como se não tivessem as mesmas
fraquezas da pesquisa evolucionista. Entretanto, os resultados das pesquisas
estão cada vez mais dificultando o evolucionismo, embora isto não seja
alardeado. Chegamos ao ponto de os evolucionistas mais radicais terem iniciado
uma “cruzada ateísta”, num afã de convencer as pessoas da inexistência de Deus,
o que apenas mostra que a situação caminha para o desespero.
OBS: “…Recentemente as revistas
Época (edição 443, de 13/11/2006) e Galileu (edições 185 e 186, de dezembro de
2006 e janeiro de 2007) publicaram matérias sobre os novos ateus. Considerados
hoje como os maiores inimigos da religião, o filósofo norte-americano Daniel
Dennett e o zoólogo britânico Richard Dawkins lideram o movimento e pregam o
fim da influência de Deus na vida das pessoas. O novo ateísmo, como está sendo
chamado, critica não apenas a crença em Deus, mas também o respeito pela crença
em Deus.(…). Usando palavras fortes, eles dizem que o objetivo de suas obras é
fazer os agnósticos, gente que alimenta dúvidas sobre Deus, assumir o ateísmo.
Um dos argumentos utilizados por eles é o de que a religiosidade faz mais mal
que bem à humanidade…”(PRINCIPAIS nomes do ateísmo declaram guerra contra todo
tipo de fé. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1461, fev. 2007, p.14).
- Não podemos, porém, ignorar
os ardis do inimigo (II Co.2:11). Apesar do quadro difícil do evolucionismo, é
ele quem tem prevalecido e que prevalecerá cada vez mais nestes dias
trabalhosos, porquanto o homem se afasta cada vez mais de Deus. As evidências
científicas não são suficientes para causar descrédito no evolucionismo, a que se
apegam muitos que se dizem cristãos. Por isso, nos dias em que vivemos, não
podemos deixar de lutar para que, dentro de um Estado verdadeiro laico e
democrático, como é o Brasil, haja a possibilidade de ensino de todas as
teorias envolvidas, já que nenhuma se demonstrou, segundo o método científico,
como verdadeira. Pesquisa noticiada no “Mensageiro da paz” de fevereiro de
2007, aliás, mostrou que 89% dos brasileiros assim entendem, o que é mais do
que suficiente para que se pressione neste sentido.
OBS: “…Um grande escritor
evangélico disse-nos que não precisamos mais nos preocuparmos com a teoria da
evolução espontânea pois ela já caiu por terra. Perguntamos-lhe: mas o que é
que os nossos filhos têm aprendido nas escolas de ensino fundamental? Ele não respondeu,
mas queremos adverti-los que estão ensinando que somos oriundos dos primatas e
isso tem gerado conflito em nossas crianças.…” (CARVALHO, Ailton M. de. Deus
e a história bíblica dos seis períodos da criação. 4.ed., p.154).
- Independentemente de se
conseguir que o criacionismo ingresse nas escolas oficialmente, cumpre aos
mestres cristãos, ou seja, aos pais, em primeiro lugar, bem como aos
professores cristãos ensinar o criacionismo aos seus alunos, com destaque para
os filhos. O fato de o sistema de ensino ser cerceado de dar a versão bíblica
da criação não nos impede de ensiná-los aos filhos e de, enquanto eles
aprenderem a teoria da evolução nas escolas, nós lhes mostrarmos,
simultaneamente, no lar, a verdade bíblica a respeito. Ocorre que os pais nem
mais se preocupam em acompanhar o que está sendo ensinado aos filhos nas
escolas e, portanto, nossas crianças, adolescentes e jovens têm sido presa
fácil da propaganda evolucionista, cedo descrendo da narrativa bíblica da
criação, até porque nem sequer a conheceram ou foram devidamente ensinados a
seu respeito.
- Não há porque temer
ensinarmos a verdade a nossos filhos, crianças, adolescentes e jovens. A teoria
da evolução não pode se impor, segundo o método científico, como vimos supra.
Exemplo digno de nota é o do doutor em Geologia Nahor Neves de Souza Júnior,
coordenador do Departamento de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão e diretor da
Faculdade de Engenharia Civil do Centro Universitário Adventista de São Paulo
(UNASP), que defendeu e foi aprovado com uma tese de doutoramento criacionista
a respeito do dilúvio na Universidade de São Paulo (USP), depois de ter,
durante todo o seu curso de bacharelado, sempre apresentado uma variante a
todas as teorias e hipóteses dadas em sala de aula fundamentadas numa
perspectiva evolucionista.
OBS: Transcrevemos as palavras
do renomado geólogo brasileiro: “…A partir do segundo ano, fiquei frente a
frente com a evolução. Na ocasião, foram oferecidas disciplinas mais
específicas como Paleontologia e Geologia Histórica. Tive de prestar exames em
que tanto a origem das rochas como a origem do homem estavam em questão. Com
base em minhas convicções e nos novos conhecimentos então adquiridos, escrevia
duas respostas; praticamente eram duas provas. Primeiro, procurava responder às
questões elaboradas no contexto requerido pelo professor e, em seguida,
colocava, numa segunda parte da folha, minhas considerações. Nunca percebi
perseguição ou coisa parecida. Sempre houve um bom relacionamento e respeito
por parte dos colegas e professores…” (BORGES, Michelson. Por que creio:
doze pesquisadores falam sobre ciência e religião, pp.73-4).
- A educação, como já estudamos
em lição passada, inicia-se no lar e é no lar que devemos ensinar a verdade a
nossos filhos. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, disse o
Senhor Jesus, não para os pecadores, como muitas vezes achamos, mas, sim, para
os Seus discípulos (Jo.8:30-32). É dever dos pais ensinar seus filhos o que nos
diz a Palavra de Deus a respeito da origem do homem e da criação divina de
todas as coisas, vacinando-os contra o veneno da teoria da evolução, a porta de
entrada para o surgimento do descrédito em Deus e na Sua Palavra. Não é à toa
que os principais evolucionistas sejam, hoje em dia, os líderes de uma “cruzada
ateísta” em todo o planeta ou, então, pessoas que, direta ou indiretamente,
desde os tempos de Darwin estejam vinculados a movimentos satanistas ou da Nova
Era.
OBS: Já vimos que Thomas Henry
Huxley foi o grande divulgador e defensor das teorias de Darwin na comunidade
científica. Huxley era um dos mais proeminentes maçons da Academia Real de
Ciências de Londres e foi decisivo para que a Maçonaria adotasse a defesa do
evolucionismo como uma de suas bandeiras, até porque tal teoria está concorde
com a tese maçônica da evolução espiritual do ser humano. Seu neto, Aldous
Huxley, conhecido escritor inglês, foi um dos notórios líderes do satanismo,
onde foi introduzido por Aleister Crowley (1875-1947), o grande “guru”
satanista do século XX.
- Como não há comunhão entre a
luz e as trevas (II Co.6:14), devemos, também, ver com, no mínimo, grande
desconfiança todas as teorias e teses que procuram conciliar a teoria da
evolução com a narrativa bíblica da criação. Certas iniciativas têm se
desenvolvido neste sentido, gerando o que se costuma denominar de
“evolucionismo teísta”, “criacionismo evolucionista” ou “evolucionismo
criacionista”, que tem, entre seus expoentes, na atualidade, o biólogo e
cientista norte-americano Francis Collins, que foi o diretor do Projeto Genoma,
responsável pelo mapeamento do DNA humano, autor do livro “A linguagem de
Deus”, recentemente publicado no Brasil.
- Segundo o “evolucionismo
teísta”, nas palavras do próprio Francis Collins, é possível acreditar tanto em
Deus quanto na teoria de Darwin, “…com certeza. Se no começo dos tempos Deus
escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que
existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham
livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal…” (CARELLI,
Gabriela. Ciência não exclui Deus: entrevista com Francis Collins. Veja,
ano 40, n.3, edição 1992, 24 jan. 2007).
- Entretanto, conforme vimos,
há incompatibilidade entre a teoria da evolução e a narrativa bíblica da
criação, já que a Bíblia diz que os seres foram criados “segundo a sua
espécie”. Não é, pois, possível admitir-se que Deus criou um organismo
ancestral comum e que, então, se passou a ter a evolução, nos termos
preconizados por Spencer e Darwin, como defendem os evolucionistas teístas.
Como bem afirma o físico, professor e pesquisador Zihad Ali, ministro
evangélico das Assembléias de Deus em Cuiabá/MT, “…se o relato da Criação em
Gênesis não pode ser considerado real ao ser interpretado literalmente, então
os milagres registrados na Bíblia e a própria ressurreição de Cristo poderiam
ser colocadas em dúvida.(…). A crença na evolução teísta é totalmente
anticristã, pois além de negar a veracidade dos primeiros capítulos da Bíblia,
faz de Cristo mentiroso. Uma pessoa que diz acreditar em Deus, mas crê na
teoria da evolução, pouco difere de um evolucionista ateu.…” (A falsa crença da
evolução teísta. Mensageiro da paz, ano 70, n. 1462, mar. 2007, p.16).
As palavras deste cientista cristão são perfeitamente corroboradas pelo que diz
o apóstolo João, que afirma que quem não crê no Filho de Deus, faz de Deus um
mentiroso (I Jo.5:10) e crer em Jesus significa, necessariamente, crer nas
Escrituras, pois são elas que testificam do Senhor (Jo.5:39).
OBS: O próprio Francis Collins
demonstra esta reticência na crença na Palavra de Deus na entrevista
mencionada, cujo trecho transcrevemos: “…Um exemplo de que uma interpretação
unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no
livro do Gênesis 1 e 2 – e elas são discordantes. Isso deixa claro que esses
textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar
sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em
Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as
passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo
morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000
anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia,
da cosmologia, da física, da química e da biologia.…”(CARELLI, Gabriela.
op.cit.). Collins, assim como os evolucionistas ateus, equivoca-se ao atribuir
uma cronologia que a Bíblia não dá para nela descrer. Como se não bastasse
isso, Collins também põe em dúvida os milagres, agindo assim como nos adverte
Zihad Ali: “…A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita
em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza
e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável
que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como
um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que
Deus criou. Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca
testemunhei algo que possa classificar como um milagre.…” Vemos, pois, que o
discurso evolucionista teísta pouco difere do ateu em termos de incredulidade…
- Assim é que também se deve
recusar a posição adotada pela Igreja Romana, que tem admitido o mecanismo da
evolução desde que sob o aspecto exclusivamente biológico, relativo ao corpo,
vez que, no que diz respeito à alma, não haveria que se falar em evolução, já
que a alma teria sido criada diretamente por Deus, pensamento que, adotado pelo
papa Pio XII na sua encíclica “Humani generis”, foi reafirmada, posteriormente,
pelo papa João Paulo II, que considerou que a teoria da evolução “era mais do
que uma hipótese”. Tal posicionamento, entretanto, contraria a narrativa
bíblica, que afirma que Deus criou tudo “segundo a sua espécie” e de modo
singular o ser humano, que, ao contrário dos demais seres, não foi criado pelo
poder exclusivo da Palavra, tanto a parte material como a imaterial
(Gn.1:26,27; 2:7).
OBS: Este posicionamento
inconsistente da Igreja Romana, aliás, causa contradições nas declarações
oficiais daquela instituição. Recentemente, por exemplo, o atual chefe da
Igreja Romana, o papa Bento XVI, em homilia na cidade alemã de Regensburg,
admitiu que a crença numa evolução é a crença na irracionalidade, algo
incompatível com a fé cristã, em trecho que vale a pena transcrever: “…Nós
cremos em Deus. É esta a nossa decisão básica. Apresenta-se de novo a pergunta:
Mas é possível ainda hoje? É uma coisa razoável? Desde o iluminismo, pelo menos
uma parte da ciência empenha-se com primor a procurar uma explicação do mundo,
na qual Deus seja supérfluo. E assim Ele deveria tornar-se inútil também para a
nossa vida. Mas todas as vezes que poderia parecer que quase se conseguiu
chegar a esta conclusão manifestava-se sempre de novo: as contas não quadram!
As contas sobre o homem, sem Deus, não quadram, e as contas sobre o mundo,
sobre todo o universo, sem Ele não quadram. No fim de contas, permanece a
alternativa: o que existe na origem? A razão criadora, o Espírito Criador que
tudo realiza e suscita o desenvolvimento, ou a Irracionalidade que, privada de
qualquer razão, estranhamente produz um cosmos ordenado de maneira matemática e
também o homem, a sua razão. Mas ela, então, seria apenas um resultado casual
da evolução e por conseguinte, no fundo, também uma coisa irracional.Nós
cristãos dizemos: “Creio em Deus Pai, Criador do céu e da terra” creio no
Espírito Criador. Nós cremos que na origem está o Verbo eterno, a Razão e não a
Irracionalidade. Com esta fé não precisamos de nos esconder, não devemos recear
que nos encontramos com ela num beco sem saída. Sentimos alegria em poder
conhecer Deus! E procuramos demonstrar também aos outros a racionalidade da fé,
como exortou explicitamente São Pedro os cristãos do seu tempo e, com eles, também
a nós na sua Primeira Carta (cf. 3, 15)! …” (BENTO XVI. Homilia na solene
concelebração eucarística no Islinger Feld em Regensberg em 12.09.2006.
Disponível em:
http://www.vatican.va/holy_father/benedit_xvi/homilies/2006/documents/hf_ben-vi_hom_20060912_regensburg_po.html
Acesso em 16 mar. 2007).
- Tanto os “evolucionistas teístas” quanto os romanistas
argumentam que a Bíblia não é um manual de ciência, mas tão somente um manual
de salvação e, portanto, não se pode considerar que a narrativa bíblica traga
informações científicas. A narrativa da criação seria “poética”, não estaria
vinculada à realidade, o que seria tarefa da ciência. Esta postura é
inaceitável, vez que transforma a Bíblia em um “conto de fadas”, uma “história
da carochinha”. Jesus, porém, disse que a Sua Palavra é a Verdade (Jo.17:17).
Certo é que a Bíblia não tem preocupação científica, não se importa em nos
mostrar “como” as coisas foram feitas, mas não podemos, por causa disso, dizer
que o que as Escrituras dizem são apenas “mitos” desprendidos da realidade.
OBS: “…Os teólogos afirmam que a Bíblia é somente um
manual de Salvação, nada tendo como a ciência. Sentimos muito desapontá-los,
mas ela é o Manual de Salvação, sim; mas é também muito mais do que um simples
Manual de Ciência; é exatamente a bússola de toda e qualquer ciência. Como
dizia o professor Júlio Minham: ‘Para conhecer os enigmas dos céus, não
preciso mirar um telescópio; basta meditar em espírito alguns minutos sobre as
páginas da Bíblia, pois não tenho visto em livro nenhum tanta ciência revelada
como nas Escrituras Sagradas’…” (CARVALHO, Ailton M. de. Deus e a
história bíblica dos seis períodos da criação. 4.ed. pp.41-2) (destaque no
original).
- Tal postura equivocada, porém, faz-nos ver mais uma
insuficiência da teoria da evolução, qual seja, a de que não dá conta da
realidade espiritual do ser humano. A teoria da evolução não explica a parte
imaterial do homem, não dá conta do homem interior, da alma e do espírito. Nem
o poderia dar, vez que se trata de um instrumento para se menosprezar e
desprezar a figura divina. O materialismo da teoria da evolução é mais uma
demonstração do perigo de sua propagação e de seu acolhimento por tantos
quantos se dizem servos do Senhor. É a redução do homem a mero conjunto de
matéria, é a negação da sua condição de imagem e semelhança de Deus, Deus que é
Espírito e que deseja ser adorado em espírito e em verdade (Jo.4:23,24).
- Nesta insuficiência notamos, com clareza, o mal, o
prejuízo que a teoria da evolução causa na formação espiritual do ser humano, o
seu papel de um dos mais importantes e eficientes dardos inflamados do inimigo
(Ef.6:16) nestes tempos trabalhosos em que vivemos. Por isso, mais do que
nunca, deve a Igreja empunhar o escudo da fé para combater esta “falsamente
chamada ciência” e sua teoria predileta, pregando a Palavra, pedindo a Deus
para que se nos acrescente a fé (Lc.17:5) e andando de fé em fé (Rm.1:17), pois
devemos andar por fé e não por vista (II Co.5:7), pois só assim seremos
vencedores, pois esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé (I Jo.5:4).
- A fé, entretanto, não se confunde, em absoluto, com a
ignorância, com o anti-intelectualismo. A fé é a fonte da verdadeira sabedoria,
pois permite aos pequeninos ter acesso às coisas que são ocultas aos sábios e
entendidos (Mt.11:25). A fé não é cega, mas, pelo contrário, consegue atingir
aquilo que a mente humana não consegue alcançar. A fé permite-nos ir além das
limitações da razão humana, pois nos permite ter a mente de Cristo (I
Co.2:9-16). Esta fé nos faz dispensar qualquer prova científica para crermos,
mas também nos mostra que, sempre que a ciência se multiplica, o que nos foi
revelado é confirmado pelas evidências, algo bem diverso do que ocorre com os
néscios que, no afã de negar a existência de Deus, somente produzem corrupção e
imundícia (Sl.14:1-3). Que nestes tempos trabalhosos em que vivemos, saibamos
ter esta fé, que, associada à razão, sempre nos mostrará o Deus Todo-Poderoso,
Criador dos céus e da terra, Criador de todas as criaturas segundo a sua espécie.
Amém!
Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof.
Dr. Caramuru Afonso Francisco
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