Após uma determinação do juiz Vinicius Pedrosa Santos, da 3ª Vara Cível de Corumbá, que proibia a realização de cultos na igreja Assembleia de Deus Ministério
Belém, na cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul, membros da igreja e de
outras comunidades evangélicas realizaram um protesto contra a decisão
judicial.
A suspensão atendia a um pedido de uma vizinha da igreja, que se
sentia prejudicada com o som da congregação durante os cultos e alegava
não mais aguentar o barulho “ensurdecedor” vindo do templo.
A igreja organizou um protesto na tarde do último domingo (11) contra
a forma que o juiz justificou sua decisão. Cerca de 1000 evangélicos de
várias congregações de Corumbá se uniram em uma caminhada com
pedestres, motocicletas e carros, que saiu da porta da igreja e
percorreu diversas ruas da cidade. Durante o protesto, os manifestantes
fizeram também um abaixo-assinado em apoio à igreja, que foi usado pela
igreja ao recorrer da determinação
De acordo com o G1, o juiz havia afirmado, no documento que manifesta
sua decisão, que apesar de não haver provas técnicas do problema, como
aferição do barulho, “é notório que igrejas evangélicas utilizam de modo
nocivo a propriedade ao colocarem às alturas suas músicas e discursos,
caracterizador de poluição sonora”. O pastor e 2º vice-presidente da
Igreja Assembleia de Deus, João Lucas Martins, considerou
“discriminatório” o trecho da sentença judicial, e disse que um caso
isolado da Igreja Assembleia de Deus poderia acabar atingindo toda a
comunidade evangélica.
A defesa da igreja alegou também que a igreja está em reforma e os
cultos estão sendo celebrados de forma improvisada. O prédio está sem
janelas ou qualquer sistema de abafamento do som, que acaba se
propagando.
A igreja recorreu da decisão e a desembargadora Tânia Garcia de
Freitas Borges, da 3ª Câmara Cível do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato
Grosso do Sul), tornou sem efeito a suspensão dos cultos até a
instalação de equipamentos para impedir que o excesso de som perturbe a
vizinhança.
Assista à reportagem feita sobre a manifestação pelo Bom Dia MS:
Fonte: Gospel+

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