Testemunho de Israel Zolli (Ex-Rabino)
Israel Zolli era
um Judeu Polonês nascido em Bodji, Galizia, no dia 27 de Setembro de
1881. Sua família tinha sido formada na tradição Rabínica por quase
quatro séculos e Israel deu prosseguimento à tradição familiar. Em 1920
ele foi nomeado Rabino de Trieste, uma cidade do nordeste da Itália,
perto da fronteira Iuguslava, quando essa ainda era parte do Império
Austro-Húngaro. Ele viveu em Trieste por cerca de 20 anos e era muito
estimado por seus talentos como mediador e Exegeta. Durante aquele
tempo, ele ocupou a Cátedra de língua e literatura Judaica na
Universidade de Pádua.
Em
1940 Israel Zolli foi chamado a Roma para ser o Rabino Chefe. Ele era e
sempre foi um homem profundamente religioso, mas também dedicado à
pesquisa científica. Ele escreveu em autobiografia: "É em vão que o
homem procura fugir de Deus. Isso é o mesmo que querer viver sob uma
falsa identidade na ilusão de ser realmente uma outra pessoa".
Passado
o perigo da II Guerra Mundial, Zolli se sentiu mais livre para tomar
aquela decisão a qual ele tinha meditado por um longo tempo: abraçar a
Fé Católica. Zolli tinha estado em contato com o Jesuíta Paolo Dezza em
Agosto de 1944, de modo a se preparar para o grande passo que estava por
tomar. Ele disse ao Padre Dezza: "Meu pedido para o Batismo não tem
segundas intenções escondidas. Eu quero ser batizado e nada mais. Eu sou
pobre. Os Nazistas tomaram tudo o que eu tinha. Mas isso não importa.
Eu viverei como um homem pobre e morrerei como um pobre. Eu tenho fé na
Providência".
Naquele
Setembro, ele celebrou sua última cerimônia religiosa para a sua
comunidade: O Yom Kippur, A Festa da Expiação. Durante a cerimônia, ele
imaginou ter visto o vulto de um homem vestido numa túnica branca, que
ele alega ter sido Jesus lhe dizendo: "Você está aqui pela última vez". O
mais curioso é que a mulher e a filha de Zolli também tiveram a mesma
visão. E assim veio o tempo. Zolli renunciou ao seu ofício como Rabino
Chefe, mas não revelou o motivo para evitar causar tensões inúteis por
antecipação.
Seu
Batismo foi celebrado privadamente numa pequena capela da Igreja
Romana, Santa Maria dos Anjos. Sua esposa também foi Batizada e sua
filha, um ano depois. Em gratidão ao Papa Pio XII por seus esforços em
proteger os Judeus perseguidos, Zolli foi Batizado com o nome próprio do
Pontífice Romano.
A
família Zolli, que vivia próximo à Sinagoga de Roma perdeu literalmente
a paz. Eles eram alvos de insultos e ameaças. Zolli que até há pouco
tempo atrás era considerado digno o suficiente para dirigir o Colégio
Rabínico, agora tinha se tornado a própria encarnação do demônio. Um
jornalista o chamou de "A Serpente" a qual a mais antiga comunidade
Judaica tinha nutrido em seu seio. Muitos anos depois de sua conversão, a
filha de Zolli e a sua netinha nascida logo após a sua conversão, ainda
eram alvos de abuso verbal. Naqueles dias turbulentos, a família Zolli
viu-se obrigada a se mudar e por um certo tempo ele ficou hospedado na
Universidade Gregoriana enquanto sua esposa e filha foram abrigadas num
convento.
A
conversão de Zolli foi um espinho na garganta do Judaísmo
Internacional. Segundo o que o próprio Padre Dezza escreveu na revista
Civiltá Cattolica em 21 de fevereiro de 1981, os Judeus Americanos
estiveram na Universidade Gregoriana oferecendo qualquer soma de
dinheiro que Zolli quisesse., contanto que ele voltasse para o Judaísmo.
Suas visitas foram em vão e idênticas foram as tentativas de alguns
grupos Protestantes. Eles esperavam que Zolli, um profundo Exegeta,
pudesse ajuda-los a provar que o Primado Papal não possui nenhuma
fundação nas Sagradas Escrituras.
Assim,
ao falar da maior conversão do Judaísmo que foi Saulo de Tarso, de quem
Zolli era um grande admirador, o Ex-Rabino foi capaz de escrever:
?Seria a conversão uma infidelidade à antiga Fé previamente professada?
Responder rapidamente Sim ou Não, não seria justo...Antes de responder,
uma pessoa deveria parar e se perguntar a si própria o que é a Fé em si
mesma. Fé é uma adesão, não a uma família, tradição ou tribo, nem mesmo à
uma nação. Fé é uma adesão de nossas vidas e nossas obras à Vontade de
Deus...teria sido Paulo um infiel? Os Judeus que estão se tornando
conversos hoje em dia, assim como nos dias de São Paulo, têm muito ou
tudo a perder em relação à vida terrena. Em contrapartida, têm muito,
senão tudo a ganhar em relação à vida da graça? (Before the Dawn,
Eugênio Zolli).
O
Rabino Israel Zolli se tornou Católico em 13 de fevereiro de 1945 e
para honrar o Papa Pio XII "Eugênio Pacelli" ele tomou como nome de
Batismo o nome "Eugênio".
MOURA,
Jaime Francisco de. Apostolado Veritatis Splendor: TESTEMUNHO DE
CONVERSÃO DE ISRAEL ZOLLI - EX RABINO JUDEU. Disponível em
http://www.veritatis.com.br/article/3123. Desde 11/22/2004.
Fonte: http://testemunhoscatolicos.blogspot.com/2011/09/testemunho-de-israel-zolli-ex-rabino.html
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