ELA RECONHECEU JESUS ATRAVÉS DAS ESCRITURAS
Em síntese: Existem atualmente alguns grupos de judeus, como também
não poucos indivíduos israelitas, que reconhecem Jesus como Messias.
Aderem a Jesus ora mais destemidamente, ora mais timidamente. Nas páginas
subseqüentes é apresentado o relato de uma senhora judia que, educada
na mais estrita observância da Yiddíshkeit, se voltou para as Escrituras
do Antigo Testamento e os comentários rabínicos, a fim de tentar
converter ao judaísmo seu marido protestante: acabou por reconhecer em
Jesus o seu Messias. Já que Jesus era judeu, aderir a Jesus não
implica renunciar às tradições judaicas nem perder a identidade
israelita.
Recebemos interessante relato da Sra. Sharon R. Allen que, educada na absoluta
fidelidade às leis religiosas judaicas, quis estudar a Bíblia
para convencer seu marido cristão de que Jesus não podia ser o
Messias aguardado e, por isto, deveria converter-se ao judaísmo. Leu
todo o Antigo Testamento com o máximo cuidado; leu também os melhores
comentários rabínicos, consultou vários mestres do judaísmo..
e acabou convencendo se de que a figura de Jesus de Nazaré já
está esboçada no Antigo Testamento, de modo que aderir a Ele lhe
pareceu lógico e necessário, apesar de quantos argumentos lhe
foram apresentados em contrário.
Um Apêndice ao relato da Sra. Sharon, da autoria de Sid Roth, observa
que professar a messianidade de Jesus não significa renunciar a ser judeu,
pois Jesus é o Salvador prometido pelas Escrituras judaicas.
0 estilo de vida judaico
Sharon R. Allen
Eu nasci em 1945 no Hospital "Beith Israel" na cidade de Nova
York. Meu nome hebraico é Tura Rifka. Eu fui criada num lar que observava
o judaísmo. Desde o instante em que minha mãe acendia as velas
do Shabbat ao entardecer de 6ª feira até uma hora depois do pôr do sol
na noite de sábado, havia certas regras e regulamentos que nós
seguíamos. Eles não nos causavam constrangimento ou opressão.
Era o nosso modo de mostrar nosso amor, nosso respeito e nossa devoção
a DEUS.
Nós seguíamos as ordens rabínicas, tais como: não
usar eletricidade nos Shabbats. Nós deixávamos uma luz acesa no
corredor, que era ligada antes que o Shabbat começasse, e era deixada
ao longo da noite e do próximo dia até uma hora depois do pôr do sol
de sábado a noite, quando terminava o Shabbat. Nós não
tínhamos permissão para trabalhar no Shabbat; isto incluía
minha lição de casa, pois que nos Shabbats não é
permitido escrever, cortar ou rasgar papel. Nós sabíamos que o
Shabbat era especial por causa daquilo que fazíamos ou não fazíamos,
e era diferente dos outros dias da semana.
Naturalmente, minha mãe mantinha uma cozinha Kosherl, onde apenas
alimentos Kosher eram permitidos. Conjuntos separados de pratos e utensílios
para laticínios (milchig) ou derivados de carne (fleishig) eram estritamente
obrigatórios. Meu irmão e eu sabíamos, desde o tempo em
que conseguimos alcançar as gavetas e prateleiras, nunca confundir os
utensílios de laticínios e carnes. Conjuntos separados de pratos
eram também necessários para a Páscoa. Aqueles pratos eram
somente retirados do alto do armário "difícil de alcançar"
uma vez por ano, para serem usados apenas na Páscoa.
Nós guardávamos todos os feriados judaicos. Meu irmão
e eu freqüentávamos a escola hebraica. Nós crescemos, sabendo
quem nós éramos dentro da comunidade judaica.
Mudando para Oeste
Quando jovem, eu casei- me com um homem de igual origem judaica. Nós
tivemos uma filha, a quem chamamos Elisa. Seu nome hebraico era Chava Leah.
Quando ela tinha apenas alguns anos de idade, meu marido e eu nos divorciamos.
0 divórcio judaico que nós obtivemos, era conhecido como um "Get".
Eu trabalhava no "Centro de Roupas" na cidade de Nova York. Durante este tempo Elisa freqüentava a Escola Judaica. Lembro -me daqueles primeiros anos, quando Elisa e eu devíamos esperar pelo seu ônibus escolar às 7 horas nas manhãs de inverno frias, escuras e cheias de neve. Nós nos acotovelávamos, gelando juntas no vento. Foi numa tal manhã que eu sussurrei para minha filha: "Assim não dá".
Eu trabalhava no "Centro de Roupas" na cidade de Nova York. Durante este tempo Elisa freqüentava a Escola Judaica. Lembro -me daqueles primeiros anos, quando Elisa e eu devíamos esperar pelo seu ônibus escolar às 7 horas nas manhãs de inverno frias, escuras e cheias de neve. Nós nos acotovelávamos, gelando juntas no vento. Foi numa tal manhã que eu sussurrei para minha filha: "Assim não dá".
Mudar de região parecia um passo na direção certa...
Em 27 de agosto de 1974, Elisa e eu chegamos em Los Angeles, Califórnia.
Quase imediatamente eu a matriculei na Yavneh Yeshiva, porque a escola começaria
em setembro. Ela tinha seis anos. Nós vivíamos perto da escola
no Distrito de Fairfax, a seção ortodoxa da cidade, e ficamos
envolvidas com a congregação Shaari TefiIIah.
Alguns anos depois, meus pais mudaram -se para Los Angeles, a fim de nos
encontrar; logo depois disso nós nos mudamos para o Sul, para Orange
Country. Naquela época havia um grande estouro imobiliário, e,
como muitos outros, eu decidi tirar minha licença de corretora. Uma vez
obtida minha licença, comecei a trabalhar num escritório cujo
dono era chamado Ron Allen. Ele se tornaria meu marido.
Negócios era sua religião
Quando eu e Ron nos encontramos pela primeira vez, ele sabia que eu era
judia e que tinha sido criada num lar judeu religioso. Tudo que eu sabia sobre
sua origem religiosa, era que ele era um protestante. Ele nunca mencionou Jesus,
o Novo Testamento ou a igreja. Se ele o tivesse feito, eu teria corrido na direção
oposta. Aparentemente, ele não ia à igreja desde a adolescência.
Ele tinha 42 anos. Eu tinha 32 anos. Religião era a coisa mais longínqua
na mente de Ron; negócios era sua religião.
À medida que Ron veio a conhecer nossas tradições
judaicas, ele aceitou- as como se fossem dele mesmo e participava ardorosamente.
Por causa do seu modo caloroso e agradável, meus pais o abençoaram
em nossa família. Minha mãe costumava dizer sobre Ron: "Ele
é tão hamisha", o que em Yiddish significa: "Ele é
tão agradável".
Nós éramos ativos na Chabad e nos tornamos ligados ao rabino
Mendel Duchman, a quem admirávamos e respeitávamos. Um pouco homem
de letras; um pouco "showman" e um pouco homem de negócios,
o rabino Duchman tinha sucesso em renovar o interesse das pessoas pelo estilo
de vida judaico. Sua esposa Raquel era agradável, atenciosa e sábia.
Ela era o retrato da jovem dona de casa judia conscienciosa, uma rebbetzen's
rebbetzen (esposa de rabino), por assim dizer. Ron e eu entendemos logo que
estávamos no lugar certo. Eu tornei me muito ativa no grupo de mulheres
do Chabad.
Convertendo ao judaísmo
Convertendo ao judaísmo
Alguns anos depois de Ron e eu termo nos casado, as discussões sobre
sua conversão ao judaísmo tornaram -se sérias. Eu sabia
que nosso futuro conjugal poderia ser prejudicado, se Ron recusasse. Ter um
lar judaico e criar Elisa como judia era a coisa mais importante para mim. Porque,
para ser um judeu bem sucedido, você precisa de fazer a si mesmo a seguinte
pergunta: "Os seus netos são judeus?" e poder responder com
uma afirmativa. Quando Ron adotou legalmente Elisa logo após nosso casamento,
até os papéis de adoção estipularam que Elisa seria
criada como judia. Além disso, os judeus consideram o funeral e a vida
após a morte de vital importância. Como judia, eu sabia que o sepultamento
num cemitério judaico era essencial. Acreditamos que, se somos sepultados
num cemitério judaico, viajaremos por debaixo da terra até Eretz
(terra, país) Israel e estaremos entre os primeiros a ressuscitar. Como
judeus, acreditamos que iremos ao Paraíso 1 ou seio de Abraão.
Se acidentalmente vagarmos pelo "outro lugar o pai Abraão "nos
trará de volta".
A importância, para mim, de ser uma judia praticante é enfatizada
pela seguinte estória do Talmud (Tractate Berachot 28b) sobre Rabbi Yochanon
Ben Zakkai no seu leito de morte. Os alunos do rabino ficaram chocados ao encontrarem
seu mestre chorando. Ao pedirem que explicasse seu comportamento, o sábio
respondeu que, se ele fosse levado perante um rei de carne e sangue, cujo castigo
não fosse eterno e que pudesse ser subornado e apaziguado, ele ainda
assim estaria morrendo de medo; imaginassem então como ele se deveria
sentir ao encontrar se diante do Rei dos Reis, que vive para sempre, cujo castigo
é eterno e que não pode ser comprado ou apaziguado! Além
disso, dois caminhos estavam diante dele, o sábio explicou: um levava
ao céu e o outro ao inferno; diante de tais perspectivas não deveria
ele estar com medo?
Na edição de janeiro de 1989, do B'nai B'rith Messenger,
pensamentos da Torá, o Rebbe Menachem M. Schneerson escreve sobre esta
estória: "0 Talmude relata que, quando o grande sábio rabino
Yochanon Ben Zakkai chorou diante de sua morte, ele disse: 'Há dois caminhos
estendidos diante de mim: um para Gan Eden (céu) e um para Gehinon; eu
não sei em qual serei conduzido'. Não é preciso dizer que
o rabino Yochanon Ben Zakkai estava preocupado com seu estado espiritual; teria
ele atingido um nível suficiente de santidade para entrar no céu?".
Estas preocupações eram de um homem que recebeu o crédito
pela sobrevivência da Diáspora Judaica e cuja influência
tem sido sentida através dos séculos. Mas ele não sabia
com certeza se estava indo para o céu ou para o inferno. Causa surpresa
esta estória ter me chamado a atenção? Se um tão
eminente e renomado estudante da Torá como rabino Yochanon Ben Zakkai
estava em dúvida quanto ao seu destino, é obrigatório fazermos
o que seja necessário para garantirmos nosso destino futuro e sermos
considerados dignos do Gan Eden. Uma outra consideração a respeito
da conversão de Ron estava ligada com o Rabino Israeli, o qual aceita
somente conversões ortodoxas. Sabíamos que somente uma conversão
Kosher seria aceitável. Como parte de qualquer conversão judaica,
o estudo do estilo de vida judaica, da história e da ética é
vital. A Ron foi exposta a Yiddishkeit (o estilo de vida judaico) em nossa casa.
Eu me alegrava com o pensamento de que ele iria estudar com Rabbi Duchman.
Antes desta conversão se realizar, eu queria deixar o Ron ciente
das três cerimônias que seriam exigidas. Eu lhe expliquei que varões
precisam de ser circuncidados. Era também necessário que ele fosse
imerso em água num Mikvah. Isto é semelhante ao batismo e simboliza
a purificação e a identificação com o povo judeu.
A terceira cerimônia, embora nem sempre feita em Conversões Reformadas
ou Conservadoras, deve sempre acompanhar uma Conversão Ortodoxa ou Kosher
e esta é a renúncia às crenças anteriores da pessoa
perante o Beit Din ou corte rabínica (conselho de rabinos).
É tão pagão
Ron concordou com todas as cerimônias, menos a última. Ele
disse que simplesmente não podia renunciar a Jesus.
Eu fiquei horrorizada! Meu marido nunca tinha mencionado Jesus, não
tinha ido à Igreja por mais de 30 anos, e nunca tinha usado as palavras
"cristão", "Cristo" ou "Novo Testamento".
Estávamos levando uma vida judaica ajudava a construir a sinagoga judaica,
nossa filha estava freqüentando uma Academia Hebraica e meu marido estava me
dizendo que ele não podia renunciar a Jesus! Fiquei muito aborrecida.
Disse ao meu marido: Isto é loucura. Você é uma pessoa tão
lógica e esperta e um empresário de sucesso. Como pode você
crer em algo tão pagão? É uma fantasia. É como mitologia
grega!"
Então, no meio do meu horror, tive este pensamento tranqüilizador:
Simplesmente começarei a ler a Bíblia judaica e em pouco tempo
serei capaz de mostrar a meu marido as Escrituras que lhe provarão que
Jesus nunca poderia ter sido o cumprimento da Bíblia judaica. Eu sabia
que estaria na minha Bíblia judaica tudo que Deus queria que Seu povo
judaico soubesse sobre Seu Messias judaico, de maneira que nós, judeus,
o reconhecêssemos quando Ele viesse.
Está Jesus na Bíblia judaica?
Eu desci as escadas para a sala e peguei minha Bíblia judaica da
prateleira. Enquanto eu a abria naquele dia, fiz uma prece muito especial. Orei
ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó para me mostrar a verdade e para
ajudar meu marido a tornar se um judeu. Naquela manhã, quando meu marido
saiu para trabalhar e minha filha para a escola, eu comecei a ler a Bíblia.
Eu comecei da página um, "No começo...", e continuei
a ler página após página. Quando meu marido veio do trabalho
para casa e minha filha da escola, lá estava eu ainda lendo. Na manhã
seguinte meu marido foi trabalhar e minha filha foi à escola, lá
estava eu lendo. Quando eles voltaram novamente para casa, lá estava
eu ainda lendo. Isto continuou por dias, semanas e meses.
Eu fiquei admirada com o que encontrei escrito dentro das páginas
da minha Bíblia judaica, em relação ao Messias onde Ele
deveria nascer, como Ele viveria sua vida, os milagres que Ele faria. A Bíblia
também fala do Seu sofrimento e morte. Isto assustou me porque o que
eu li soava muito parecido com o que eu ouvira dizer sobre Jesus.
Quem quer que esteja considerando se "Yeshua" (Jesus) aparece
na Bíblia judaica precisa apenas de ler as muitas passagens relativas
ao Malach Há Shem, o mensageiro do SENHOR. Pelo estudo cuidadoso das
passagens relativas a suas manifestações e como Ele se conduziria,
alguém pode deduzir que Ele não é um ser meramente criado.
Ele fala como Deus e aceita a adoração que somente pode ser dada
ao próprio Deus. E Ele traz em si o inefável nome de Deus, o Tetragrama,
em hebraico o Yud Hay Vav Hay (Êxodo 23, 21).
Além disso, Yeshua, o nome hebraico de Jesus, significa "Salvação".
Em todo lugar na Bíblia judaica e nos nossos sagrados livros judaicos
de oração, sempre que a palavra "Salvação"
aparece, nós estamos proferindo o nome hebraico de Jesus, Yeshua.
Em Isaías 49,6 as Escrituras falam de uma época quando o
Servo sofredor se lamenta frente a Deus porque Ele tinha falhado não
restaurando as doze tribos de Israel; Deus responde dizendo: "É
coisa muito leve para ti ser um servo somente de Israel; Eu te darei como luz
para todas as nações do mundo". Em hebraico a palavra "nações"
é "goyim". Assim ou tive que fazer a mim mesma a pergunta:
"Quando o Messias veio e falhou não trazendo de volta as tribos
de Israel e quando Deus deu o Messias aos goyim?".
Eu fiquei sabendo que os escritores judaicos da antigüidade reconheciam que havia dois retratos do Messias apresentados nas páginas da Bíblia judaica. Eles até tinham nomes para eles: Mashiach Ben Yoseph (Messias filho de José) o Servo sofredor e Mashiach Ben David (Messias filho de Davi) o Messias que viria como herói conquistador.
Eu fiquei sabendo que os escritores judaicos da antigüidade reconheciam que havia dois retratos do Messias apresentados nas páginas da Bíblia judaica. Eles até tinham nomes para eles: Mashiach Ben Yoseph (Messias filho de José) o Servo sofredor e Mashiach Ben David (Messias filho de Davi) o Messias que viria como herói conquistador.
Tem Deus um Filho?
Em Provérbios 30, 4 encontrei que Deus tem Filho:
"Quem subiu ao céu e de lá desceu? Quem encerrou os
ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas do mar numa túnica?
Quem esta~ beleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome?
E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?".
Poderia o Rebbe, ser o Messias?
Quando terminei de ler todas as páginas da minha Bíblia judaica,
estava confusa e assustada. 0 pensamento veio a mim: "Sharon, como você
se atreve a pensar que você pode interpretar a Bíblia por si mesma,
como se você soubesse tanto quanto um rabino?" Mas então eu
pensava sobre as passagens que eu lera onde Deus disse aos filhos de Israel
que viessem e ouvissem sua palavra por si mesmos (Deuteronômio 4, 10;
11, 18 20; 4, 29 e Jeremias 29, 13). Eu sabia que não podia parar ali.
Havia muita coisa em jogo.
Como eu mesma poderia suportar a idéia de ser uma proscrita de meu
povo? Quão absurdo era pensar que um homem que os gentios chamavam Jesus
Cristo poderia ser o Messias para os judeus! Assim eu disse a mim mesma: "Sharon,
alguma coisa deve ter te escapado".
Eu me lembrei de que os rabinos dizem: 'Você não pode entender
a Bíblia sem os Comentários Judaicos". Assim eu comprei os
comentários de Rashi, os comentários de Soncino e os últimos
comentários judaicos chamados The Adscroli Tarach Series de Mesorah Publications.
E, à medida que eu lia os comentários, mais eu queria ler. Eu
também trouxe para casa os textos do Talmude Babilônico, da Enciclopédia
Judaica, Midrash Rabbah, Mishneh Torah de Maimônides, Targum Onkelos,
Targumim Jonathan, os Textos Messiânicos de Raphael Patai e o Guia para
os Perplexos de Maimônides. Eu continuava estudando, dia após dia.
Cada texto que eu estudava, eu pensava: talvez este trará a resposta,
a chave para destruir o pensamento de que o Messias dos gentios era a "verdade".
0 Messias Judaico!
Tudo isto estava começando a afetar minha vida. Quando me perguntaram
se eu aceitaria um papel de liderança como a próxima presidente
do "Chabad Women", senti que tinha de rejeitar porque estava levando
uma existência dupla.
Não se preocupar
Uma tarde Elisa veio da Academia Hebraica para casa e me disse que precisavam de mães a fim de conduzirem estudantes para visitarem uma padaria Kosher. Ela perguntou se eu poderia ser voluntária. Eu estava feliz por ajudar. Naquele dia, enquanto andava pelo distrito Fairfax, percebi que em uma vitrine da livraria Chabad havia alguns livros antimissionários em exposição. Quando ninguém estava olhando, precipiteime para a livraria e comprei cada livro anti missionário disponível.
Uma tarde Elisa veio da Academia Hebraica para casa e me disse que precisavam de mães a fim de conduzirem estudantes para visitarem uma padaria Kosher. Ela perguntou se eu poderia ser voluntária. Eu estava feliz por ajudar. Naquele dia, enquanto andava pelo distrito Fairfax, percebi que em uma vitrine da livraria Chabad havia alguns livros antimissionários em exposição. Quando ninguém estava olhando, precipiteime para a livraria e comprei cada livro anti missionário disponível.
Eu estava ficando mais e mais perturbada por minha pesquisa. Até
aquele momento eu vinha estudando sozinha. Apenas minha filha sabia o que estava
lendo. Mas chegou o tempo da necessidade de ajuda de fora e assim eu voltei me
para o meu rabino. Eu chamei Mendel Rochel e pedi que eles viessem a minha casa.
Quando eles chegaram, nós nos sentamos na biblioteca e eu mostrei a eles
meus livros. Eu disse lhes que, quando eu lia minha Bíblia, eu via Jesus.
Pedi a Mendel que me ajudasse. Eles cochicharam entre si. Depois eles se viraram
para mim, e Mendel disse: "Não se preocupe". Ele tinha justamente
o homem para mim um profissional que trabalha com pessoas como eu. Ele daria
a esse profissional meu número de telefone e o homem me chamaria. Eu
lhes agradeci quando saíram. Eu me senti tão grata e aliviada,
porque ia ter a ajuda de que precisava e as respostas que tão desesperadamente
queria.
Duas noites mais tarde, recebi um telefonema do Rabino Ben Tzion Kravitz.
Apresentei a ele um pequeno retrospecto sobre minhas pesquisas e expliquei como
tudo começou. Elo escutou e disse que não me preocupasse. Ele
até mencionou uma fita de vídeo que ele tinha, de pessoas que
saíram renunciando a sua fé em Jesus. Eu pedi lhe que a trouxesse
quando viesse à minha casa. No nosso primeiro encontro o rabino e eu
discutimos a Bíblia, a história judaica e tradições
por dez horas.
Desesperadamente buscando a verdade
Após muitas conversas, o rabino sugeriu que eu falasse com outra
pessoa. Ele recomendou Gerald Sigal no Brooklyn, Nova York, autor de A Resposta
Judaica aos Missionários Cristãos. Rabino Kravitz disse que ele
telefonaria para o Senhor Sigal, contaria a ele minha situação
e deixaria que nós dois discutíssemos várias questões
ao telefone.
0 rabino e o Senhor Sigal desenvolveram um plano. 0 Senhor Sigal chamaria
a cobrar toda segunda- feira à noite. Nós deveríamos discutir
vários tópicos e depois ele proporia uma pergunta que eu pesquisaria
durante a semana. Na segunda- feira seguinte eu deveria dar -lhe a resposta. Por
exemplo, uma semana o senhor Sigal disse que a genealogia de Jesus era falha
porque, no judaísmo, nenhuma mulher era incluída nas genealogias
judaicas. Eu fiquei perplexa por esta declaração, porque eu tinha
lido recentemente a longa lista de genealogias em Crônicas nos Anais Históricos
da Bíblia Judaica, e mulheres são mencionadas nesses registros'.
Os nomes das mulheres foram incluídos para ajudar o conhecimento específico
necessário quando um pai tinha somente filhas e nenhum filho, ou quando
havia mais de uma esposa ou havia concubinas.
Nossas conversas continuaram por algum tempo até que o senhor Sigal
disse ao Rabino Kravitz que eu tinha ido longe demais para ser ajudada. Rabino
Kravitz estava aborrecido comigo e disse que eu deveria ter aceitado o que quer
que o senhor Sigal tivesse dito. Ele acusou-me de realmente não querer
conhecer a verdade. 0 rabino não entendia que eu estava desesperadamente
procurando a verdade e faria qualquer coisa para encontrá- la. Rabino
Kravitz estava provavelmente embaraçado também porque o Rabino
Duchman ficava perguntando: 'Você ainda não a ajudou?"
Quando eu leio minha Bíblia, eu vejo "Aquele Homem"!
Pouco tempo depois disto, recebi um telefonema do Rabino Duchman. Ele me
falou sobre um perito especialista conhecido internacionalmente, Rabino J. Immanuel
Schochet, que estaria falando em breve no Yeshiva de minha filha. Eu disse que
iria. A noite em que eu ouvi o Rabino Schochet, foi uma hora decisiva na minha
pesquisa pela verdade. Minha família e eu sentamo nos na frente, porque
minha filha estava freqüentando a Academia e nos sentíamos confortáveis
sentando nos perto do orador.
Cedo naquela tarde Ron, Elisa e eu tínhamos decidido que iríamos
apenas para ouvir e não diríamos nada até que o programa
terminasse. Então, e apenas então, eu iria tranqüilamente
ao rabino e perguntaria se ele poderia ajudar me. A fala do rabino centralizou se
em generalidades da vida do lar judaico e os problemas encarados pela família.
Ele também discutiu várias religiões e como elas diferiam
do judaísmo. Após o rabino ter completado sua fala, ele solicitou
perguntas. Uma pessoa perguntou ao rabino como ela poderia proteger seus filhos
contra a influência cristã. 0 rabino declarou que, se as tradições
fossem respeitadas e seguidas dentro de um lar judaico, haveria menos oportunidade
de uma criança se extraviar.
Outra pessoa expressou sua preocupação acerca de missionários
que queriam doutrinar suas crianças sobro Jesus. 0 rabino reiterou o
valor de ter tradições judaicas no lar, mas também insistiu
na importância de mandar nossas crianças para as escolas judaicas
e Yeshivas.
A terceira pergunta veio de um homem que perguntou o que ele poderia fazer
quando seu filho fosse para casa perguntando lhe sobre Escrituras com as quais
ele, como pai judaico, não estava familiarizado. Neste ponto, Rabino
Schochet agarrou os lados do pódio e gritou para a audiência: "Nunca
em nenhuma ocasião um judeu sábio se volta para Aquele Hornem!"
("Aquele Homern" é como os judeus chamam Jesus quando eles
não querem dizer seu nome).
Eu senti que o rabino estava falando diretamente para mim. Assim agarrei
a mão de Ron e cochichei: "Devo dizer alguma coisa?" E Ron
disse: "Sim!" Então agarrei a mão de Elisa e cochichei:
"Devo dizer alguma coisa?" E Elisa disse: "Sim!". Assim
levantei a mão e perguntei: "Rabino, o que diz a alguém como
eu, que conheço Yiddishkeit, sigo o judaísmo, tenho um lar judaico
e no entanto, quando eu leio a Bíblia judaica, vejo Aquele Homem!!?"
Havendo tantas famílias judaicas e rabinos na sala, minha pergunta
bateu como uma granada. Pelas próximas 4 ou 5 horas até meia noite
o Rabino Schochet e eu discutimos Yiddishkeit, costumes judaicos, a Bíblia,
e outros assuntos. Quando a meia noite se aproximou, o rabino estava ansioso
para terminar o encontro; assim ele disse o que considerava serem as palavras
que mostrariam a mim e a todos na sala por que Jesus não podia ser o
Messias prometido. Ele gritou para a audiência que Jesus cometera blasfêmia
quando estava na cruz. E, num zangado tom de deboche, citou Jesus dizendo: "Meu
Deus, meu Deus, por que me desamparaste?" (Si 22, 2; Mt 27, 46s).
Eu fiquei horrorizada com o tom de voz do Rabino Schochet e a acusação
de que Jesus havia cometido blasfêmia. Eu disse lhe que havia muitas razões
para Jesus ter feito esta declaração. Ele podia ter gritado numa
voz triste ou de súplica. Mas o rabino Schochet recusou se a ver meu
ponto de vista. Achei incrível que na sua raiva ele aparentemente esqueceu
que a declaração de Jesus feita na cruz fora primeiramente feita
pelo nosso próprio amado Rei Davi no Salmo 22. E ALGUM JUDEU OUSARIA
DIZER QUE DAVI COMETEU BLASFÊMIA? {As últimas palavras de Jesus
Crucificado: Veu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mt 27, 46) não
exprimem desespero nem revolta da parte de Jesus, mas significam que Ele se
quis identificar com o homem pecador; este se afasta de Deus e sente a solidão,
como se Deus se tivesse afastado. Jesus quis experimentar tal situação
na Cruz para dela nos livrar. Ademais é de notar que as palavras de Mt
27, 46 são a citação do SI 22, 2, que Jesus quis recitar
na Cruz, porque descreve, como nenhum outro. pormenores da Paixão e da
vitória do Messias}
Não digo que seja uma erudita em hebraico ou uma erudita na Bíblia.
Eu sou apenas uma simples mulher judia comum, que ama Yiddishkeit e que tão
somente quer conhecer a verdade. Naquela noite eu disse a meu marido e minha
filha: "Não tenho mais dúvidas. Jesus é meu Messias
judaico"
Fonte: http://www.exsurge.com.br/apologeticas/canom%20da%20biblia/textos%20canom%20da%20biblia/elareconheceuJesusatravesdasescrituras.htm
http://www.jewishvoice.org/site/PageServer?pagename=testimonies_Sharon_Allen


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